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| Written by DAMBALLAH TRIBAL | |||||||||||||||||||||||||||||||
| quinta, 13 março 2008 | |||||||||||||||||||||||||||||||
Muitos aderem à mania. Aí você escuta coisas do tipo: preciso comprar uma roupa para tribal, quero apresentar na semana que vem... Tenho que achar uma música bem “massa”... Aí não é de se admirar as inúmeras criticas... O conhecimento superficial cria preconceitos e pré-conceitos, assim acho super interessante saber algumas “coisitas” que com certeza irão te ajudar... Estudo tribal há sete anos, fotos, depoimentos, vídeos (milhões deles), tá, admito, sou viciada... Quanto mais estudo o tribal, vejo que não dá simplesmente para copiar, é sentimento, coloque na sua dança o que você sabe mais, o que você sente, ... e adicione aquela música que você garimpou por aí e que fala da sua alma...
O que não nos impede se usarmos passos, adereços folclóricos em nossa dança tribal. Então se formos analisar friamente o tribal não é uma coisa nova, é uma releitura de coisas antigas e novas que agora mescladas nos parecem algo novo, e vibrante, quando o grupo ou bailarina são autênticos. ATS – AMERICAN TRIBAL STYLENos idos anos 60, quando era febre a dança do ventre nos EUA, em particular na Califórnia, alunas da Jamila Salimpour (mãe de Suhaila Salimpour) costumavam dançar em festivais medievais, e por causa disso, elas começaram a incrementar seus figurinos atraindo assim uma atenção maior para a sua dança. A coisa estava perdendo o rumo, assim pediram a Jamila para avaliar as performances e colocar ordem na casa. Feito isso, em seguida ela fundou o grupo “Bal Anat”. O grupo mostrou o folclore de diversas regiões com um toque de efeitos especiais como a dança da serpente, a dança da espada e até truques de mágica (Jamila veio de uma família circense).
Archer de Marsha era uma aluna de Jamila, incluiu também suas próprias idéias e criou alguns modelos de figurino que se tornaram padrão, criando o traje tribal, adicionando também um toque hamonioso e artístico à dança. Os grupos sucessores também mudavam constantemente o estilo tribal, cada um colocando seu toque pessoal, tornando a dança tribal muito dinâmica. São muitos grupos, dentre os mais conhecido posso citar: Carolena Nereccio com seu grupo FAT CHENCE BELLY DANCE (FCBD). Tribal é sinônimo de FCBD. Veja mais em: www.fcbd.com FORA DOS EUA
Quando surgiram “Gypsy Caravan” e “Hahbi Ru” foi que um interesse em tribal foi aparecendo em outras regiões e fora dos EUA. Na Alemanha por exemplo, as primeiras mulheres começaram a experimentar essa maravilha entre 1996-1998. No Brasil, temos a Cia Halim, a primeira trupe Brasileira, desde 2002. No Paraná desde 2005 o Damballah: http://www.youtube.com/watch?v=vrbI41EIq3c E ASSIM, A CADA NOVO GRUPO, ELEMENTOS NOVOS SÃO ADICIONADOS E A DANÇA VAI MUDANDO CONSTANTEMENTE. E como diz a tribo Mizna de São Paulo: "É a dança tribal que escolhe a bailarina, não o contrário."
Mas posso afirmar que a maioria das bailarinas de tribal faz parte do seu figurino ou vice versa. Um figurino nunca está pronto, sempre é mudado aqui, incrementado ali... Tribal não é modinha, é um estilo de vida... MAQUIAGEM O figurino chama muito a atenção, assim a maquiagem tem que corresponder, para que o visual fique completo. Então capriche nos olhos, eles tem que ser marcantes e fortes, assim como os lábios. Quando estiver fazendo sua maquiagem, não se esqueça dos adereços de cabeça... Vai ficar tudo junto... Pesquise fotos, existem inúmeros exemplos, onde você poderá dar asas a sua imaginação. E ainda você pode adicionar um bindi em sua testa. Uma bailarina tribal PRECISA ter uma cabeça linda, a cabeça na minha opinião é 70% do figurino... A MÚSICA
E o principal, estude outros grupos; por exemplo, a Cia Halim usa muito músicas de grupos nacionais, o Brasil é muito rico minha gente... E mixe, crie, invente, nada melhor do que dançar uma música "inédita", quantas vezes a gente já ouviu do público: " Essa música?? De novo??" Eu particularmente evito usar músicas "batidas", não mate sua coreografia maravilhosa, com uma música que todos já estão sacudos de ouvir, se estiverem sacudos com a música, é provável que não prestem muita atenção a sua dança. DENTRO DA TRIBO O grupo é a tribo, não existe concorrência. O que existe é a força e a harmonia da dança. A criatividade e a espontaneidade das bailarinas são a comunicação não verbal desse grupo. E isso acrescenta graça, orgulho e beleza a esse grupo. Se em outras danças existe algo de erotismo, no Tribal o foco está na dignidade, no poder e na força da mulher. Para que um grupo de mulheres se transforme numa tribo, há que existir uma unidade, compromisso mesmo.Como diz minha amiga Paula Sampaio: "a dança tribal é uma dança intuitiva e forte além de ter um aspecto diferente da dança do ventre. A proposta é outra; proporciona força, poder, audácia e muita ousadia..."
IMPROVISO OU COREOGRAFIA A harmonia entre os membros do grupo é estabelecida melhor com o improviso. No início as coreografias ajudam a dançar com mais segurança, nesse caso dá para trabalhar a sincronia do grupo o que é muito importante. O CORPO AGUENTA? Como em outras atividades, o tribal requer posturas especiais como as dos braços. As posturas de estática durante a dança e o número grande de movimentos rápidos dos quadris significam que há um perigo de pôr demasiada tensão sobre partes individuais do corpo. Para as iniciantes as posições de estática dos braços criam também problemas. Para impedir a dor e os danos a sua saúde você deve sempre certificar-se de que seu corpo está na posição correta. Mantenha seu corpo ereto, dobre seus joelhos ligeiramente e relaxe seus ombros. Executados corretamente, os movimentos tribais só lhe trarão benefícios, além de estar sempre praticando uma postura ereta, orgulhosa. Não descuide, aquecimento no início e alongamento no final. TODOS OS ESTILOS
ATS ( American Tribal Style), aquele, magnânimo, o primeiro, criado pela Jamila, que expliquei lá no início.
Fusion, esse sim mistura tudo, yoga, hip hop, música lounge...e ficou mundialmente conhecido pela Rachel Brice, por isso que o povão vê um grupo dançando ATS e diz: “isso não é tribal...” Dâaaa, por essa razão precisamos sempre estudar... e principalmente não falar asneiras por falta de conhecimento, né?? Rachel Brice, começou a estudar dança do ventre em 1988, éééhhh 88 sim, em 2001 iniciou seus estudos no tribal (tribal; não o fusion), em 2002 ela começou a estudar com a Carolena, aquela do Fat Chance Belly Dance e fez parte do grupo Ultra Gypsy, tem até um vídeo que aparece ela dançando ATS com esse povo.. Em 2003 ela entra no Belly Dance Super Stars, cria aquele estilo marcante O FUSION é reconhecida mundialmente e neste mesmo ano ela cria o THE INDIGO.http://www.youtube.com/watch?v=_pA5CTHQPys E no Fusion, temos bailarinas maravilhosas: (me desculpem a deferência, mas essas são as minhas preferidas) Mardi Love – Essa mulher dança muito, é uma das principais influência nos figurinos e coreografias do THE INDIGO. No vídeo é a de franja: http://www.youtube.com/watch?v=f5btJc1awds Sharon Kihara iniciou no balé com 4 anos, e aos 14 começou seus estudos na dança do ventre, sabem com quem??? Com Suhaila, lembram? Suhaila, filha da Jamila criadora do tribal ATS. Hoje ela dança no BDSS e no The Indigo. http://www.youtube.com/watch?v=Svo1Pw1b5MI Zoe Jaques, já foi dito que ela criou um novo estilo, sua interpretação é realçada de outras danças como a dança clássica indiana Kathak. E sabem que foi a primeira "fessora" dela de dança do ventre?? Hora, hora Katarina Burda, que foi uma das bailarinas do Bal Anat. Também integrante do BDSS, The Índigo e Arabesque http://www.youtube.com/watch?v=NFXNZLsEVqw Frèdèrique – Bellygroove, começou a estudar dança do ventre em 1997. Sempre estudando o ATS, começou a adicionar na sua dança elementos dos anos 20,30 e 40. Usa elementos diferenciados criando uma atmosfera obscura. Seu estilo foi nomeado como TRIBAL AVANT GARDE, ou TRIBAL MIXADO é uma compilação dos anos de experimentação da dança, das experiências da vida, e da paixão toda integrada e filtrada por uma imaginação sem precedentes. http://www.youtube.com/watch?v=5X2Rn1Po70E FUSION NO BRASIL Bety Damballah - Curitibahttp://br.youtube.com/watch?v=g2HG-jkXw5o Mariah Damballah - Curitibahttp://br.youtube.com/watch?v=tPCCmL2BZu4 Katri Aysel - SP- http://br.youtube.com/watch?v=AUX8t8wDDH8 Paula Sampaio - Campinas -http://www.youtube.com/watch?v=YVRnJ8L_5_U Patricia Fox - SP- http://www.youtube.com/watch?v=VboeMVUi66E Joline Andrade - Bahia - http://www.youtube.com/watch?v=_g8WPQDcFAw Zahara Al-Wasiri do RN http://www.youtube.com/watch?v=A0fwYSic2zY Hally Hauff - SP .. Mariana Quadros - SP http://www.youtube.com/watch?v=7zuSf0c45sA Regiane Coleraus - PR http://www.youtube.com/watch?v=eCGGWGIMyKQ Shakti Shala - RJ http://www.youtube.com/watch?v=DgYcqj2ePZQ Carol - RJ http://www.youtube.com/watch?v=c1F-7AIdS6s
de BETY DAMBALLAH - CURITIBA http://espacoanima.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=212&Itemid=62 | |||||||||||||||||||||||||||||||


2 comentários:
Olá!
Quanta informação bacana, hein!!!
Encontrei no tribal não só uma dança, mas o meu estilo de viver! Sou tão apaixonada que acabei abrindo um ateliê de roupas para fusion e tribal. transformei uma paixão na minha profissão! Hoje respiro tribal!
Olá, em primeiro lugar queria deixar claro que concordo plenamente com tudo que vc diz. Sou uma bailarina muito nova, com apenas 3 anos de dança do ventre e no meu grupo sou a única que se interessa pela dança tribal. Há 2 pesquiso tribal. Tem sido maravilhoso, não pratico por moda, simplesmente danço com toda minha alma. A pessoa que vai atrás da mania não consegue ficar muito tempo.
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