quinta-feira, 31 de julho de 2008

RACHEL BRICE - UM ÍCONE COMO BAILARINA E FONTE DE MINHA INSPIRAÇÃO

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Nascida em São Francisco, Califórnia, no início dos anos 70, Rachel Brice é hoje talvez a mais conhecida dançarina de dança do ventre em todo o mundo. Mas sua formação principal vem da yoga, prática que estudou e lecionou enquanto, paralelamente, trabalhava como quiropata. Sua aproximação com a dança oriental se deu em 1998 quando assistiu a um grupo que se apresentou na Califórnia. A partir daí, começou a aprender alguns passos por conta própria assistindo vídeos da mítica bailarina Suhaila Salimpour. Filmava-se para saber dos andamentos da experiência. Chegou ainda a ingressar num programa universitário de Dança Étnica e, em seguida, foi tomar aulas. Mas os acasos a levaram a prosseguir com a carreira terapêutica, o que a afastou de seu incipiente talento por quatro anos.

Brice foi descoberta em 2003 pelo polêmico empresário Miles Copeland - este constantemente acusado de ter transformado sua companhia de dança do ventre num negócio dos mais lucrativos, todo moldado como uma Las Vegas itinerante que conta até mesmo com seu próprio DVD de reality show. Ela passaria a integrar a mega companhia Belly Dance Superstars de Copeland e, no mesmo ano, monta sua própria companhia, a Indigo Belly Dance Company - que teve seu primeiro show de longa duração, a tournée Le Serpent Rouge, produzido em 2007, sob a batuta do mesmo empresário.

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A profusão de adornos que fazem o lóbulo de sua orelha despencar sob o peso de duas imensas argolas já mostram que Rachel Brice em pouco se encaixa no estereótipo da dançarina de saias esvoaçantes e jóias douradas; também quase nunca sorri. Essa espécie de desconstrução é uma marca no estilo da dança tribal, talvez um trânsito para fora dos clichês que consagraram no Ocidente a dança egípcia da qual os árabes se apropriaram ao longo de séculos. As vestes de Rachel e suas parceiras de estilos compõem-se de inúmeras moedas de cor fosca, tecidos amarrados, cabelos dreadlock, flores nos cabelos, ossos trançados com couro... objetos aparentemente improváveis se complementam harmônicos. A tentativa de representação se aproxima da música, é um ajuntamento de elementos que remetem a um passado nômade primitivo onde os enfeites são adaptações de coisas encontradas na natureza e/ou retiradas do contato com outras comunidades mais "avançadas"; é assim no caso das moedas e dos espelhinhos, por exemplo. Enquanto isso, no som, as percussões árabes se tornam elétricas e se fundem com a noise music.

Através de seus precisos movimentos de serpente, Rachel Brice faz emergir uma atmosfera misteriosa onde a mulher está representada hermética, mergulhada em segredos próprios que certamente dizem respeito a um poder dominador e ele é revelado aos poucos numa sedução de força, ritmo e elasticidade. São segredos que a vida cotidiana quase faz esquecer, mas que estão lá resguardados na imemória das mulheres de todas as culturas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A EXPRESSÃO NA DANÇA DO VENTRE

Um dos maiores enclaves na dança do ventre é visível, logo aos primeiros momentos de uma apresentação: a expressão facial que a bailarina assume quando executa os movimentos.


Quantas vezes vemos bailarinas dançando inexpressivamente, independente de como se desenvolvem os ritmos, as paradas e retomadas, aberturas e grand finales. Sua técnica pode ser desenvolvida, mas não cativa seu público e seu espetáculo mais parece pura demonstração de agilidade corporal.

A música é, antes de tudo, uma manifestação de sentimento. O artista é o expert em expressar sentimentos, crenças e sensações. Quem dança tem que saber interpretar, a seu modo essa manifestação. Só que o movimento , sem a expressão facial condizente, denota amadorismo, tensão e insegurança para incorporar a música.

A bailarina pode ser ótima tecnicamente, mas se seu rosto não traduz emoção, sua dança fica comprometida. O público divaga e o espetáculo perde a força.

Esqueça os aplausos por enquanto. Seja realista e deixe de lado as fantasias acerca de seu conhecimento e experiência. O público vai apreciar isso ou não com o tempo. Tenha em mente a idéia de que somos eternas aprendizes.

Sua expressão deverá alterar-se ao longo do tempo, sempre buscando o equilíbrio.

Imagine uma dança onde você vai observar somente a expressão facial . Temos um gráfico para tentar ilustrar essa hipótese:

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Repare que o ponto de equilíbrio música-dança-expressão facial com a música possui é o espaço rosa;
os opostos são os fatores que tornam a dança "caricata".

A harmonia visual da bailarina profissional é fator tão importante quanto a dança em sí.

Mas por que falar da expressão facial na dança do ventre ? Na verdade, esse aspecto é negligenciado pela maioria daquelas que aprendem, praticam ou passam a informação do aprendizado adiante. A dança do ventre no Brasil ainda está em estágio intermediário apesar de suas raizes por aqui terem sido plantadas há mais de trinta anos atrás . Em funçao desse período, percebemos que o público torna-se cada dia mais exigente, e apto a avaliar a dança visando a qualidade como condição essencial. Esse fator passará a ser uma exigência nos próximos anos.

Em poucas palavras: "quando você dança deve incorporar a música".

Aquelas que conseguem fazer esta fusão de forma "natural", conseguem interpretar como verdadeiras artistas sua arte. Assim, acordam no público, sentimentos adormecidos e oferecem aos expectadores um mundo encantador.. A presença de palco nada mais é do que a habilidade de coordenar sua técnica com a perfeita expressão ao dançar espallhando a divina energia da arte por todo o ambiente.

Experimente isto e receba a recompensa por seu esforço: olhos brilhantes e o sorriso que toda bailarina procura ao final de sua apresentação estarão lá esperando por você.



http://lulusabongi.com/more.php?id=7_0_1_0_C




PROFISSIONALIZAÇÃO NA DANÇA DO VENTRE

Para você que busca se profissionalizar em dança do ventre, eis alguns fatores importantíssimos que merecem sua atenção:


1. Conduta profissional: deve ser sempre imaculada, independente da situação a ser resolvida. A forma como você conduzir seus passos definirá seus resultados. Não torne pequenos imprevistos em questões pessoais, solucione cada problema com calma e sem sobressaltos. O auto-controle será de grande ajuda em sua vida artística.

2. Trajes impecáveis: a bailarina é um grande foco de atenção por onde quer que passe. A partir do momento em que se coloca como artista, deixa de pertencer ao mundo dos comuns. Seu traje de dança merece todos os olhares e é melhor que as pessoas se admirem em vez de parar para contar quantas lantejoulas estão faltando perto da alça do seu sutiã.

3. Maquiagem elaborada: Perca um pouco de tempo nessa parte de preparação para o show e tenha certeza de que isto fará uma grande diferença. Os olhos merecem atenção especial, pois devem ser ressaltados para a dança do ventre. Cuide para que o batom não apareça mais que o conjunto. Tudo deve se harmonizar suavemente.

4. Discrição: a discrição faz parte de nosso comportamento em cena. Devemos distinguir claramente a mulher e a personagem. Não vale a pena chamar a atenção sobre você antes da hora apropriada. Deixe que as atenções se voltem no momento do show e não uma hora antes dele.

5. Pontualidade: sua chegada no horário combinado deixará seu contratante tranquilo e confiante em seu trabalho. Para a pessoa que organiza uma festa, o atraso do artista contratado é mais um fator de estresse, totalmente desnecessário. No futuro essa pessoa poderá pensar duas vezes antes de lhe telefonar. Vale a pena se prevenir.

6. Humildade: na verdade, essa qualidade vai ser avaliada mais por suas colegas que por você mesma. A falta dela afasta as pessoas e angaria os piores sentimentos. Tente manter-se neutra ao excesso de elogios, eles vem e vão, enquanto as relações humanas sempre serão necessárias, não importa quem você seja.

7. Autoconfiança: acredite em seu trabalho desde o início. A crença manter-lhe-á no caminho do aprendizado e a autocrítica impulsionar-lhe-á para o crescimento constante. Nunca acredite que já chegou, a dança é uma arte em evolução e nunca pára. Não aja contra a natureza.

8. Primor pela arte: trate a dança como um bem precioso, que precisa de lapidação constante e cuidados diários.

9. Tolerância: nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Sabendo disso com antecedência, prevenimos a ansiedade e acalmamos a irritação. Imprevistos acontecem em qualquer profissão e não poderia ser diferente na nossa.

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10. Qualidade sonora: na medida do possível, tente controlar a qualidade sonora em suas apresentações. Vale ir antecipadamente ao local do show e descobrir se aparelhagem lhe oferece o mínimo de qualidade. Infelizmente, na maior parte das vezes, temos decepções nesse quesito. Quando alguém solicita seu show, você deve esclarecer a pessoa, por telefone mesmo, sobre a necessidade de som profissional para a apresentação e dizer a ela que esse cuidado garantirá, em grande parte, o sucesso do evento. A escolha da música deve estar de acordo com o motivo da festa, a idade dos participantes e o local das comemorações. Portanto, numa discoteca ou danceteria cabe uma música mais moderna, já numa comemoração mais cultural, vale usar músicas clássicas e folclóricas, e assim por diante.

11. Classe e elegância: são fatores primordiais para uma bailarina de dança do ventre, principalmente em função do grande preconceito que nossa forma de arte provoca nas pessoas. Sua atitude em cena vai determinar a reação das mulheres e dos homens, devolvendo para você algo positivo ou negativo. Se a suavidade e a delicadeza forem traços essenciais em seu trabalho, nunca situações embaraçosas chegarão as vias de fato em suas performances.

12. Cultura e bom senso: envolva-se profundamente com a cultura árabe e aprenda o máximo que puder sobre ela: música, costumes, religião e arte. Quanto mais informada você for, mais respeitada será. Qualquer povo recebe bem aqueles que o respeitam e admiram sua cultura. Esse conhecimento também servirá para orientar seu bom senso com relação aos limites sociais impostos dentro da colônia árabe. Estará melhor preparada para lidar com as reações, nem sempre positivas, sobre sua opção profissional.

13. Seu corpo é seu templo: não vou usar de eufemismo aqui. Saiba que o mercado, de forma geral, tem preferência por bailarinas jovens e de corpo bem feito. Beleza é um dos primeiros requisitos quando recebemos telefonemas para contratação de shows. A maior parte das mulheres tem a disposição um arsenal muito amplo para cuidar da beleza. Faça uso deste e tenha a certeza de que os cuidados com seu corpo são necessários, se você está disposta a encarar a dança de forma profissional.

14. Seu perfume: o perfume que usa para dançar pode fazer parte de sua marca pessoal. É comum as pessoas guardarem para sempre suas impressões olfativas do mesmo modo que conservam as visuais. Faça uma boa escolha de perfume, pois ela marcará sua presença a cada nova entrada em cena.

15. A dança: tudo é preparado para esse momento. Ao entrar em cena, experimente fazer de conta que é uma rainha, orgulhosa, feliz e simpática acima de tudo. Permita que suas emoções tragam cor a sua apresentação. Seja delicada e segura em suas improvisações, permita seu sorriso e dance respirando tranquilamente durante toda a música. Olhe para as pessoas sem fitá-las por muito tempo, estabeleça contato, demonstre suas habilidades sem ostenta-las. Ofereça o melhor de si mesma ao dançar e receberá o melhor de seu público. Construa seu sonho e outros olhos também viajarão nele, mesmo que seja apenas por alguns minutos e que a jornada termine com o último acorde.

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

DANÇA DO VENTRE: UM DESPERTAR DO CORPO E LIBIDO

Josué Rabelo/Terra


A sensualidade também é presente em toda a dança do ventre

Veja também:
Não tem como tirar os olhos de uma mulher fazendo a dança do ventre. É fascinante ver o corpo a serviço de movimentos naturais e que a deixam ainda mais bela, em sua pura essência. Cada músculo, osso e pele se movem em harmonia para a dança e criam um clima de sedução e mistério.

Nesta hora, a guerreira, que faz tripla jornada de trabalho, pode deixar a feminilidade aflorar e é ai que consegue atingir a naturalidade, livrando-se do estresse e colocando as pressões do dia-a-dia bem longe de toda a delicadeza permitida ao universo forte e sensível das mulheres.

"A dança do ventre mexe com a fantasia e o emocional, estimulando o corpo e acabando com as inibições. Quem acha que tem o corpo feio, vai descobrir uma silhueta linda, num processo natural", diz a professora de dança do ventre, Lulu Sabongi.

A sensualidade também é presente em toda a dança do ventre. Os movimentos do corpo estimulam a libido de quem os faz e de quem vê. "A mulher passa a se ver como um todo e acaba mexendo com a fantasia masculina porque faz movimentos que se prestam ao sexo", diz Lulu.

Mas não dá para confundir. A dança é apenas sensual, mas não passa por apelos ou vulgaridade. "É uma brincadeira com o corpo que faz uma volta ao lúdico", diz a dançarina. Outra vantagem é modificar a postura e os próprios movimentos, que ganham mais graça e suavidade, além de dar mais forma ao corpo.

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI505237-EI4788,00.html

DANÇA DO VENTRE AO LONGO DOS TEMPO

Almeh - Cairo: Dançarina do século 19. Frederic Goupil Fesquet (1806-1893)
Almeh - Cairo: Dançarina do século 19. Frederic Goupil Fesquet (1806-1893)

Etimologicamente, o termo é a tradução do inglês americano Bellydance, e do árabe Raqs Sharqi - literalmente Dança do Leste.


A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 700 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).

Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).

Sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contraçãoparto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade. do

Índice

[esconder]

[editar] Evolução técnica: aspectos gerais

Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidosbatidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre. e

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.

Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:

  • Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
  • Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
  • Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.

No Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.

[editar] Evolução histórica: aspectos gerais

Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para sua nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.

Danseuses au bord du Nil. Louis-François Cassas - 1784-1785
Danseuses au bord du Nil. Louis-François Cassas - 1784-1785

Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:

  • As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
  • As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas de origem indiana descendentes dos Sinti, que passavam seu tempo entretendo os soldados.

As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entando, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e suas cabeças foram lançadas ao Nilo.

Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi sua ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.

A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proibe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo por suas performances.

No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.

Taheya Karioca - Hollywood - 1920
Taheya Karioca - Hollywood - 1920

O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.

No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.

Na década de 1990, a dança do ventre teve seu maior impulso durante a exibição da novela O Clone, pela Rede Globo de Televisão, produção a qual tinha por tema as peripécias de uma muçulmana marroquina em terras brasileiras. Contudo, o término da exibição da telenovela não arrefeceu o interesse, existindo atualmente diversas escolas e espaços de dança dedicados à "Raks Sharqi".

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao seu aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.

Alusão às posições dos papiros egípcios
Alusão às posições dos papiros egípcios

Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:

  • Espada: Sua origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.
    • O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;
    • Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
    • Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
  • Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes.
    • O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
  • Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas.
    • Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.

[editar] Danças folclóricas

  • Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
  • Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
  • Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
  • Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
  • Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
  • Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
  • Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.

As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.

  • A dança com a cobra é considerada ato circense - a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão em suas performances - mas não é considerada representativa da dança.

[editar] Referências bibliográficas

  • ATON, Merit. Dança do Ventre – Dança do Coração. São Paulo: Tempos, 1996.
  • BUONAVENTURA, Wendy. Serpent of Nile: Women and Dance in the Arab World. London. Saqi Books 1989.
  • BURKERT, Walter. Antigos Cultos de Mistério. São Paulo: Palas Athena; 1995.
  • MONTET, Pierre. O Egito no Templo de Ramsés. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
  • PENNA, Lucy. Dance e Recrie o Mundo. São Paulo: Ed. Summus, 1997.
  • PORTINARI, Maribel. História da Dança. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1989.
  • WOSIEN, Maria-Gabrielle. Danças Sagradas. Madri: Edições Del Prado, 1997.


[editar] Bibliografia eletrônica

  • CENCI, Cláudia. História da Dança do Ventre. In: Dança do Ventre [monografia de CD ROM].

[editar] Ver também

Geometria corporal expressiva

[editar] Ligações externas

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE



Quando vemos uma mulher fazendo dança do ventre, não se tem como tirar os olhos dela. É maravilhoso ver o corpo executando movimentos naturais e que a deixam ainda mais bela. Cada músculo, osso, pele e órgão se movem em harmonia para a dança e criam um clima de sedução e mistério. Nesse momento, a mulher, que faz uma intensa jornada de trabalho, pode deixar a feminilidade aflorar e é ai que consegue atingir a naturalidade, livrando-se do estresse e colocando as pressões do dia-a-dia bem longe de toda a delicadeza permitida ao universo forte e sensível das mulheres. Há muitos benefícios que a dança oferece:


Desenvolve a dissociação corporal;
Estimula a memória, a concentração e a atenção;
Aumenta a confiança no seu potencial individual;
Resgata a feminilidade;
Ativa a circulação, aumenta os reflexos e alivia as tensões;
Aumenta a flexibilidade e alongamento;
Auxilia em problemas menstruais, hormonais e partos, diminuindo cólicas, equilibrando as funções sexuais e facilitando contrações e dilatações;
Trabalha músculos, enrijecendo e tonificando;
Atua diretamente no centro de energia do corpo, que se encontra no ventre, distribuindo a mesma de forma equilibrada;
Ajuda no emagrecimento;
Corrige a postura, conferindo elegância;
Modela os braços e ombros, dando contornos mais definidos;
Fortalece e enrijece o ventre, diminuindo a barriga;
Afina a cintura;
Endurece os músculos do quadril e glúteos;
Tonifica e desenvolve os músculos das pernas, principalmente as coxas e panturrilhas;
Alonga toda a musculatura;
Pode queimar até 400 Kcal em uma hora de aula;
Melhora o ritmo, coordenação, equilíbrio e memória;
Melhora o condicionamento físico;
Melhora a auto-estima;
Trabalha energeticamente os chackras, que são importantes centros de força e energia;
Relaxa e traz bem estar emocional;
Traz desenvoltura e desinibição;
Estimula os órgãos reprodutores;
Os movimentos embalados pelo ritmo forte das melodias mediterrâneas e orientais ativam a circulação sanguínea na área do ventre, o que melhora o impulso nervoso e o tônus muscular dessa região, aumentando a sensibilidade da vagina;
Melhora a circulação sanguínea geral do corpo;
Desperta a feminilidade.

A redescoberta da dança, que reorganiza particularmente as funções do ventre, tem significado elevado e é facilitador do processo de conscientização das pessoas. Abrir-se para o contato com as energias telúricas do próprio ventre, com o objetivo de elevá-las e transmutá-las em movimentos espirais, é muito útil para as mulheres.
Esta dança porém não pode ser vista como um mero exercício, ela faz parte de uma religião muito antiga, ligada ao culto da terra e do útero de uma poderosa deusa. Os procedimentos da dança do ventre são sérios e merecem o respeito de uma filosofia transcendente e sagrada.

A dança do ventre também é considerada sensual, o que é um dos motivos que atrae a atenção tanto de mulheres como de homens. Vale experimentar, pois além dos benefícios citados, a dança do ventre é uma atividade muito interessante e divertida, onde você irá conhecer um pouco mais do seu corpo.



http://www.luxordancadoventre.com.br//index.php?codpagina=00019135#terapia

O MITO DA BARRIGA!


As professoras de dança do ventre se arrepiam ao ouvirem falar que a dança do ventre dá barriga. “O que engorda é comer muito e viver de forma sedentária”.
Existe uma dose de verdade nisso, mas a dança não é a responsável e, sim, quem a pratica. Quando você pratica a dança com o bumbum para trás, acaba forçando a coluna. Esta postura errada causa dores lombares e facilita o acúmulo de gordura no baixo ventre. Então, é só seguir as regras e acertar o encaixe no quadril para não ter surpresas depois.



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MITOS E VERDADES DA DANÇA DO VENTRE



1. NÃO TENHO MAIS IDADE PARA DANÇAR! - É uma dança para todas as idades e todos os tipos físicos. Engana-se quem idealiza que para se dançar, é preciso ser nova e esbelta. Em alguns países árabes as mulheres mais "cheinhas" e mais velhas são consideradas as melhores bailarinas, por já possuírem bastante experiência de vida e poder transmiti-la na dança. Possuem mais capacidade de realizar uma "Interpretação Musical";

2. BELEZA - Na dança do ventre não existe mulher feia. As roupas, os movimentos, as maquiagens exóticas e o que você passa ao público enquanto dança, deixam-na mais bonita, sensual, atraente...;

3. ACREDITE EM VOCÊ - Se tem dificuldades em realizar um passo, é só uma questão de tempo que você vai conseguir. A assimilação dos movimentos varia muito de mulher para mulher;

4. CONFIE EM SUA PROFESSORA - Conte a ela o que está mudando em seu corpo e na sua vida depois que começou a dança. As professoras do Luxor estão treinadas para cuidar da sua pessoa e do seu bem estar;

5. EU NÃO DANÇO BEM! - Dançar bem está ao alcance de todas. Exige treinos constantes; estudar ritmos; ouvir muita música; entregar-se totalmente à dança. Converse com o público através de seu corpo. Procure interpretar a melodia com movimentos adequados, principalmente expressões faciais. Leve alegria, graça, sensualidade e respeito as suas apresentações;

6. TOTAL INTERAÇÃO - É uma dança que exige espiritualidade, inspiração, concentração e interação da bailarina com ela mesma, com os músicos, com a música, com os movimentos, com o ambiente e com o público. Faz você esquecer de qualquer coisa ruim que lhe aconteceu;

7. A DANÇA É UMA ARTE - É considerada uma arte porque veio da Arte Religiosa Egípcia, é a expressão mais profunda da compreensão que os egípcios tinham do mundo. Essa dança é uma representação do conhecimento feminino do mundo;

8. É CONSIDERADA UM EXERCÍCIO COMPLETO - Considerada completa porque trabalha todos os grupos musculares do corpo. Isso só se sua professora estiver sempre trabalhando os movimentos da dança, combinados com exercícios de força, resistência muscular, sustentação, leveza e equilíbrio;

9. AJUDA A EMAGRECER - Faz você perder por volta de 300 calorias por hora, porque é um exercício aeróbico, utiliza-se muito oxigênio para a queima de gordura. O resultado só acontece caso você dance uma hora sem parar pelo menos 3 vezes na semana - como qualquer outro exercício aeróbico;

10. DEFINE SEU CORPO - Além de ajudar a emagrecer, define seu corpo, afina sua cintura. Às vezes temos a impressão de que os quadris aumentaram, isso acontece em virtude da cintura afinar. Para quem já é magra não há preocupação: a dança irá apenas definir melhor o seu corpo e fazer você nascer de novo;

11. ENRIJECE O BUMBUM - E também as coxas e a musculatura abdominal;

12. NÃO DÁ BARRIGA - Este é o mito mais comum, muitas mulheres deixam de praticar a dança por este motivo que é uma grande mentira! O mito existe porque nos países de sua procedência, culturalmente, as mais gordinhas são mais apreciadas na dança. Pelo contrário, a dança enrijece os músculos abdominais, trabalha a força e a elasticidade dos músculos abdominais, usando as ondulações dos quadris que adquirem um formato levemente arredondado - como o de um violão, bem feminino;

13. COLUNA - Como o corpo não está acostumado com determinados movimentos, é normal, mesmo para quem não tem problema na coluna, sentir um pouco de dor nas costas. Caso estas dores perdurem você deve procurar um médico e deve também avisar a professora. Ela vai tomar cuidado ao lhe passar determinados movimentos. Na dança existem inúmeros movimentos belíssimos e permitidos para quem tem algum problema na coluna e você poderá dançar confortavelmente;

14. ELEVA A AUTO-ESTIMA - Promove o autoconhecimento e o despertar da mulher interior - sua Deusa Interior - você passa a sentir-se bem com você mesma e percebe o quanto é atraente, madura e tranqüila. Descongestiona os chakras e plexos através da canalização da energia vital;

15. SEXO - Descontrai e liberta um erotismo saudável, sem vulgaridade e sem culpas.



http://www.luxordancadoventre.com.br/index.php?codpagina=00020692

Dança Tribal - Tudo o que você sempre quis saber....





Written by DAMBALLAH TRIBAL
quinta, 13 março 2008


O tribal está virando uma febre!

Não há dúvidas, mas há também bailarinas que dançam o tribal porque o figurino é lindo e diferente ou porque não querem ficar de fora da nova mania.

Muitos aderem à mania. Aí você escuta coisas do tipo: preciso comprar uma roupa para tribal, quero apresentar na semana que vem... Tenho que achar uma música bem “massa”... Aí não é de se admirar as inúmeras criticas...

O conhecimento superficial cria preconceitos e pré-conceitos, assim acho super interessante saber algumas “coisitas” que com certeza irão te ajudar...

Estudo tribal há sete anos, fotos, depoimentos, vídeos (milhões deles), tá, admito, sou viciada...

Quanto mais estudo o tribal, vejo que não dá simplesmente para copiar, é sentimento, coloque na sua dança o que você sabe mais, o que você sente, ... e adicione aquela música que você garimpou por aí e que fala da sua alma...

O QUE É?

Tribal é derivado de tribo e assim pode ser usado para toda a dança de uma determinada tribo ou grupo de indivíduos: Dança Africana, Havaiana, Indiana, e outras... Salvo a dança folclórica.


Bety Damballah

O que não nos impede se usarmos passos, adereços folclóricos em nossa dança tribal.

Então se formos analisar friamente o tribal não é uma coisa nova, é uma releitura de coisas antigas e novas que agora mescladas nos parecem algo novo, e vibrante, quando o grupo ou bailarina são autênticos.

ATS – AMERICAN TRIBAL STYLE

Nos idos anos 60, quando era febre a dança do ventre nos EUA, em particular na Califórnia, alunas da Jamila Salimpour (mãe de Suhaila Salimpour) costumavam dançar em festivais medievais, e por causa disso, elas começaram a incrementar seus figurinos atraindo assim uma atenção maior para a sua dança.

A coisa estava perdendo o rumo, assim pediram a Jamila para avaliar as performances e colocar ordem na casa.

Feito isso, em seguida ela fundou o grupo “Bal Anat”. O grupo mostrou o folclore de diversas regiões com um toque de efeitos especiais como a dança da serpente, a dança da espada e até truques de mágica (Jamila veio de uma família circense).


Assim o publico tinha uma visão geral das danças orientais. Embora fosse uma combinação da cultura e da fantasia, muitos americanos consideraram este “o oriente real”.

As bailarinas de Jamila simbolizavam diferentes tribos. E foi assim provavelmente que nasceu a dança tribal.

Archer de Marsha era uma aluna de Jamila, incluiu também suas próprias idéias e criou alguns modelos de figurino que se tornaram padrão, criando o traje tribal, adicionando também um toque hamonioso e artístico à dança.

Os grupos sucessores também mudavam constantemente o estilo tribal, cada um colocando seu toque pessoal, tornando a dança tribal muito dinâmica.

São muitos grupos, dentre os mais conhecido posso citar: Carolena Nereccio com seu grupo FAT CHENCE BELLY DANCE (FCBD). Tribal é sinônimo de FCBD. Veja mais em: www.fcbd.com

FORA DOS EUA
Até metade dos anos noventa, o estilo tribal nos EUA era muito forte principalmente na Califórnia. Eram vídeos, mostras e aulas do FCBD.

Quando surgiram “Gypsy Caravan” e “Hahbi Ru” foi que um interesse em tribal foi aparecendo em outras regiões e fora dos EUA.

Na Alemanha por exemplo, as primeiras mulheres começaram a experimentar essa maravilha entre 1996-1998. No Brasil, temos a Cia Halim, a primeira trupe Brasileira, desde 2002.

No Paraná desde 2005 o Damballah:

http://www.youtube.com/watch?v=vrbI41EIq3c

E ASSIM, A CADA NOVO GRUPO, ELEMENTOS NOVOS SÃO ADICIONADOS E A DANÇA VAI MUDANDO CONSTANTEMENTE.

E como diz a tribo Mizna de São Paulo: "É a dança tribal que escolhe a bailarina, não o contrário."

O FIGURINO

Você faz o que é melhor para você e seu grupo, se inspira nas roupas folclóricas do leste que são criados ao gosto e a necessidade do grupo.


Até os figurinos evoluem; os primeiros grupos começaram uma tendência, saias longas, salwar (calça indiana parecida com uma bombacha) boleros abertos nas costas, sutiens de moedas, turbantes, muitas bijus dos mais diversos materiais, e flores, muitas delas e bem grandes. Filigranas com moedas, espelhos, búzios, franjas de lãn ou fios, muito longas por cima das saias. A cores variam do preto até as cores fortes.


Não há nenhuma regra estrita. De início um figurino parece ser cópia de outro, principalmente quando é comprado para aquela “apresentação da semana que vem”.

Mas posso afirmar que a maioria das bailarinas de tribal faz parte do seu figurino ou vice versa. Um figurino nunca está pronto, sempre é mudado aqui, incrementado ali... Tribal não é modinha, é um estilo de vida...

MAQUIAGEM

O figurino chama muito a atenção, assim a maquiagem tem que corresponder, para que o visual fique completo. Então capriche nos olhos, eles tem que ser marcantes e fortes, assim como os lábios. Quando estiver fazendo sua maquiagem, não se esqueça dos adereços de cabeça... Vai ficar tudo junto... Pesquise fotos, existem inúmeros exemplos, onde você poderá dar asas a sua imaginação. E ainda você pode adicionar um bindi em sua testa. Uma bailarina tribal PRECISA ter uma cabeça linda, a cabeça na minha opinião é 70% do figurino...

A MÚSICA
Para mim, músicas folclóricas com uma batida moderna são o que há, mas não existe regra...

Dê uma escutada nas músicas do Solace, se não conhece, entenderá o que estou dizendo...


E o principal, estude outros grupos; por exemplo, a Cia Halim usa muito músicas de grupos nacionais, o Brasil é muito rico minha gente... E mixe, crie, invente, nada melhor do que dançar uma música "inédita", quantas vezes a gente já ouviu do público: " Essa música?? De novo??"

Eu particularmente evito usar músicas "batidas", não mate sua coreografia maravilhosa, com uma música que todos já estão sacudos de ouvir, se estiverem sacudos com a música, é provável que não prestem muita atenção a sua dança.

DENTRO DA TRIBO

O grupo é a tribo, não existe concorrência. O que existe é a força e a harmonia da dança.

A criatividade e a espontaneidade das bailarinas são a comunicação não verbal desse grupo.

E isso acrescenta graça, orgulho e beleza a esse grupo. Se em outras danças existe algo de erotismo, no Tribal o foco está na dignidade, no poder e na força da mulher.

Para que um grupo de mulheres se transforme numa tribo, há que existir uma unidade, compromisso mesmo.Como diz minha amiga Paula Sampaio: "a dança tribal é uma dança intuitiva e forte além de ter um aspecto diferente da dança do ventre. A proposta é outra; proporciona força, poder, audácia e muita ousadia..."

INICIAÇÃO

Existem grupos que fazem uma espécie de iniciação das novas bailarinas. Nós do Damballah para não fugirmos a regra, fizemos uma brincadeira com a nova integrante (foto ao lado)


IMPROVISO OU COREOGRAFIA

A harmonia entre os membros do grupo é estabelecida melhor com o improviso. No início as coreografias ajudam a dançar com mais segurança, nesse caso dá para trabalhar a sincronia do grupo o que é muito importante.

O CORPO AGUENTA?

Como em outras atividades, o tribal requer posturas especiais como as dos braços.

As posturas de estática durante a dança e o número grande de movimentos rápidos dos quadris significam que há um perigo de pôr demasiada tensão sobre partes individuais do corpo.

Para as iniciantes as posições de estática dos braços criam também problemas. Para impedir a dor e os danos a sua saúde você deve sempre certificar-se de que seu corpo está na posição correta.

Mantenha seu corpo ereto, dobre seus joelhos ligeiramente e relaxe seus ombros. Executados corretamente, os movimentos tribais só lhe trarão benefícios, além de estar sempre praticando uma postura ereta, orgulhosa.

Não descuide, aquecimento no início e alongamento no final.

TODOS OS ESTILOS

ATS ( American Tribal Style), aquele, magnânimo, o primeiro, criado pela Jamila, que expliquei lá no início.


Neo tribal é uma mistura dentro do tribal. Contem elementos mais fortes e menos repetição das etapas. Consiste em uma mistura variada de danças de solo, duplas ou o grupo. O figurino é similar àqueles da dança tribal. No Neo tribal as cores são os destaques. A bailarina Neo tribal tem mais liberdade para usar sua criatividade; não há nenhum limite. As coreografias contem muitas variações e em parte também as influências do ballet e do jazz. Adicionalmente, os acentos na música não são ignorados.

Fusion, esse sim mistura tudo, yoga, hip hop, música lounge...e ficou mundialmente conhecido pela Rachel Brice, por isso que o povão vê um grupo dançando ATS e diz: “isso não é tribal...” Dâaaa, por essa razão precisamos sempre estudar... e principalmente não falar asneiras por falta de conhecimento, né??

Rachel Brice, começou a estudar dança do ventre em 1988, éééhhh 88 sim, em 2001 iniciou seus estudos no tribal (tribal; não o fusion), em 2002 ela começou a estudar com a Carolena, aquela do Fat Chance Belly Dance e fez parte do grupo Ultra Gypsy, tem até um vídeo que aparece ela dançando ATS com esse povo.. Em 2003 ela entra no Belly Dance Super Stars, cria aquele estilo marcante O FUSION é reconhecida mundialmente e neste mesmo ano ela cria o THE INDIGO.http://www.youtube.com/watch?v=_pA5CTHQPys

E no Fusion, temos bailarinas maravilhosas: (me desculpem a deferência, mas essas são as minhas preferidas)

Mardi Love – Essa mulher dança muito, é uma das principais influência nos figurinos e coreografias do THE INDIGO. No vídeo é a de franja: http://www.youtube.com/watch?v=f5btJc1awds

Sharon Kihara iniciou no balé com 4 anos, e aos 14 começou seus estudos na dança do ventre, sabem com quem??? Com Suhaila, lembram? Suhaila, filha da Jamila criadora do tribal ATS. Hoje ela dança no BDSS e no The Indigo. http://www.youtube.com/watch?v=Svo1Pw1b5MI

Zoe Jaques, já foi dito que ela criou um novo estilo, sua interpretação é realçada de outras danças como a dança clássica indiana Kathak. E sabem que foi a primeira "fessora" dela de dança do ventre?? Hora, hora Katarina Burda, que foi uma das bailarinas do Bal Anat. Também integrante do BDSS, The Índigo e Arabesque

http://www.youtube.com/watch?v=NFXNZLsEVqw Frèdèrique –

Bellygroove, começou a estudar dança do ventre em 1997. Sempre estudando o ATS, começou a adicionar na sua dança elementos dos anos 20,30 e 40. Usa elementos diferenciados criando uma atmosfera obscura. Seu estilo foi nomeado como TRIBAL AVANT GARDE, ou TRIBAL MIXADO é uma compilação dos anos de experimentação da dança, das experiências da vida, e da paixão toda integrada e filtrada por uma imaginação sem precedentes. http://www.youtube.com/watch?v=5X2Rn1Po70E

FUSION NO BRASIL

Bety Damballah - Curitibahttp://br.youtube.com/watch?v=g2HG-jkXw5o

Mariah Damballah - Curitibahttp://br.youtube.com/watch?v=tPCCmL2BZu4

Katri Aysel - SP- http://br.youtube.com/watch?v=AUX8t8wDDH8

Paula Sampaio - Campinas -http://www.youtube.com/watch?v=YVRnJ8L_5_U

Patricia Fox - SP- http://www.youtube.com/watch?v=VboeMVUi66E

Joline Andrade - Bahia - http://www.youtube.com/watch?v=_g8WPQDcFAw

Zahara Al-Wasiri do RN http://www.youtube.com/watch?v=A0fwYSic2zY

Hally Hauff - SP .. Mariana Quadros - SP http://www.youtube.com/watch?v=7zuSf0c45sA

Regiane Coleraus - PR http://www.youtube.com/watch?v=eCGGWGIMyKQ

Shakti Shala - RJ http://www.youtube.com/watch?v=DgYcqj2ePZQ

Carol - RJ http://www.youtube.com/watch?v=c1F-7AIdS6s

de BETY DAMBALLAH - CURITIBA



http://espacoanima.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=212&Itemid=62